Aulas de yoga online com Ana Capellaro

O que é felicidade e como o Yoga pode te ajudar a ser feliz

Resumo do post

O Yoga pode não ser uma religião, mas é um caminho para a paz interior. Na perspectiva Yoga, a felicidade não depende de fatores externos, mas sim de um estado interno de harmonia. O Yoga propõe oito passos para alcançar esse estado. Niyama santosha significa contentamento e sua atitude de aceitação e gratidão é essencial para a felicidade. A felicidade pode ser encontrada dentro de nós, em nossa verdadeira natureza.

Sumário

O Yoga nos ensina que a verdadeira felicidade não depende de fatores externos, mas sim de um estado interno de harmonia. 

Para alcançar esse estado, o Yoga propõe um caminho de oito passos, que são: yama (regras éticas), niyama (disciplinas pessoais), asana (posturas físicas), pranayama (controle da respiração), pratyahara (retirada dos sentidos), dharana (concentração), dhyana (meditação) e samadhi (iluminação). 

Esses passos nos ajudam a purificar o corpo, a mente e a alma, e a nos conectar com a nossa essência divina. 

Mas como alcançar esse estado se constantemente somos levados a acreditar que precisamos ter mais e mais coisas para sermos felizes, e que o nosso valor depende do que possuímos e do que aparentamos?

É preciso buscar um equilíbrio entre as nossas necessidades materiais e espirituais, e cultivar hábitos que nos façam sentir plenos e satisfeitos independentemente das circunstâncias e condições externas.

Fique com a gente, pois aqui vamos discutir:

  • O que é felicidade;
  • O que podemos aprender com o Yoga sobre felicidade;
  • Onde encontrar a felicidade;
  • E muito mais…

O que é felicidade

“Do contentamento vem a obtenção da mais elevada felicidade” Yoga Sutras de Patanjali, II, 42.

Essa frase resume o conceito de santosha, um dos niyamas, ou condutas internas, que o yoga propõe para o desenvolvimento espiritual. 

Santosha significa estar satisfeito e grato com o que se tem e com o que se é, sem depender de fatores externos para ser feliz. 

Trata-se de uma atitude de aceitação e harmonia com a realidade, sem se deixar abalar pelas dualidades da vida, como prazer e dor, ganho e perda, elogio e crítica, sucesso e fracasso. 

É um estado de paz interior, que nos permite desfrutar do presente e confiar no futuro.

Praticar santosha não significa ser passivo ou conformista, mas sim ser consciente e responsável pelas próprias escolhas e ações. 

É reconhecer que a felicidade não está nas coisas, mas em nós mesmos.

É saber apreciar o que temos e o que somos, sem nos compararmos com os outros ou nos deixarmos levar pelas expectativas alheias. 

É cultivar hábitos que nos fazem sentir bem, como a gratidão, a generosidade, a compaixão, a meditação, o autoconhecimento, o aprendizado, a criatividade, o amor e o propósito.

Felicidade é liberdade

“Há quatro soldados que guardam o caminho para a liberdade.
Eles são calma, discernimento, contentamento e boas companhias.
Se você conseguir fazer amizade com um deles, os demais serão
facilmente [atraídos]. Aquele irá apresentar você aos outros três”.

Yogavasista

Este trecho é uma citação do Yogavasista, uma obra clássica do yoga que narra o diálogo entre o sábio Vasiṣṭa e o príncipe Rāma sobre a natureza da realidade e da liberdade. 

Nele, o sábio nos apresenta quatro qualidades que devemos cultivar para alcançar o estado de mokṣa, ou libertação do ciclo de nascimento e morte. 

Essas qualidades são a calma, o discernimento, o contentamento e as boas companhias. 

A calma é a capacidade de manter a mente tranquila, serena e equilibrada, sem se perturbar com as flutuações dos pensamentos, emoções e sensações. 

O discernimento é a capacidade de distinguir o real do irreal, o permanente do impermanente, o essencial do acidental, essa visão nos ajuda a compreender a verdadeira natureza do nosso ser, que é puro, eterno e imutável. 

O contentamento é a capacidade de estar satisfeito e grato com o que se tem e com o que se é, sem depender de fatores externos para ser feliz. 

As boas companhias são as pessoas que nos inspiram, nos apoiam e nos orientam no caminho espiritual. 

Essas quatro qualidades são interdependentes e se reforçam mutuamente. 

Se cultivarmos uma delas, as outras virão naturalmente. 

Se negligenciarmos uma delas, as outras se enfraquecerão. 

Por isso, devemos fazer amizade com esses quatro soldados, que nos protegerão e nos conduzirão à liberdade. 

E é este o principal ensinamento que podemos aprender sobre o que é felicidade na perspectiva Yoga. 

Trata-se de um estado de consciência que se alcança quando nos libertamos das ilusões e dos condicionamentos que nos aprisionam na ignorância e no sofrimento.

Como o mestre indiano Sri Sri Ravi Shankar expressou: “A felicidade não é um resultado. É uma viagem. A realização da vida não vem ao fazer o que queremos, mas ao entender quem somos.”

E ao praticar o yoga, nos aproximamos da nossa essência divina, que é a nossa verdadeira natureza e, portanto, fonte da nossa verdadeira felicidade. 

Felicidade está dentro de nós

Há muito tempo, os homens eram deuses, mas abusaram tanto do seu poder divino que Brahma, o Senhor dos deuses, decidiu tirar esse dom e escondê-lo em um lugar onde eles não pudessem encontrá-lo. 

Ele convocou os outros deuses para decidir onde seria esse lugar.

 Alguns sugeriram que o poder divino fosse escondido no topo da montanha mais alta, mas Brahma disse que os homens eram corajosos e um dia escalariam a montanha e o encontrariam. 

Outros sugeriram que o poder divino fosse escondido no fundo do mar, mas Brahma disse que os homens eram curiosos e um dia mergulhariam no mar e o encontrariam.

Outros sugeriram que o poder divino fosse escondido em um planeta distante, mas Brahma disse que os homens eram inteligentes e um dia o encontrariam. 

Então, Brahma teve uma ideia: “Vamos esconder o poder divino no lugar mais profundo e secreto do homem: no seu próprio coração. Lá ele nunca pensará em procurá-lo”. 

E assim foi feito. 

Desde então, os homens percorrem o mundo em busca do poder divino, sem saber que ele está dentro deles mesmos. 

Mas o Yoga é uma religião?

Não, o Yoga não é uma religião.

É um caminho para desenvolver a harmonia entre o corpo, a mente e o espírito, e assim alcançar um estado de saúde integral, bem-estar e paz interior. 

Trata-se de uma ciência milenar que se originou na Índia e que engloba diversas técnicas e práticas que visam a purificação, o equilíbrio e a transcendência dos aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais do ser humano. 

Por isso pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade, do sexo, da condição física, da crença ou da cultura. 

Ficou com alguma dúvida?

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Conforme você avança, verá que o yoga é muito mais do que uma prática, é um caminho para uma vida mais plena, equilibrada e feliz.

Namastê!

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